Fomos conhecer Santiago do Chile e a Neve em Agosto de 2011. Conhecer a neve era um sonho!
A minha memória nunca colabora, mas essa viagem já faz bastante tempo. Então vou escrever um resumão baseado na sequência de fotos mal tiradas kkkk. Nunca na minha vida eu imaginaria que eu teria um blog de viagens, e como boas fotos fariam falta rsrs.
FARELLONES – O Parque de Diversão na Neve
Farellones é uma vila e estância de esqui localizada há 36 km de Santiago. Foi fundada na década de 1930, aninhada num pequeno vale nas montanhas dos Andes, perto de outras áreas de esqui como Valle Nevado, La Parva e El Colorado.
Farellones é um parque, e não uma estação de esqui. Das estações dos arredores, essa é a mais amigável para não-esquiadores. É possível esquiar, mas os principais atrativos são as brincadeiras na neve:
- Teleférico;
- Tirolesa;
- Tubing (tobogã na neve, com bóia);
- Fat bike (bicicleta de pneu largo);
- Esquibunda;
- Brincar na neve.
Nós não tivemos coragem de esquiar, afinal era nossa primeira vez na neve, então optamos pela diversão!
Nos divertimos muuuito no Tubing. O tubing é uma bóia onde você senta e desliza pela neve. A chegada é amortecida por um tapete sintético. Para subir de volta existe um elevadorzinho com ganchos onde você encaixa sua bóia e é rebocado até o alto, onde pode de novo entrar na fila para descer. Nós riamos até perdermos as forças! Fizemos vídeos que nos faz rir demais todas as vezes que assistimos. Ótimas lembranças.
Fomos também na tirolesa, lembro de ter sido cansativo, mas também divertido.
A entrada dá acesso a todas as atrações do parque, exceto as aulas de esqui. A estação de esqui é pequena, tem uma queda vertical de 190 metros. E por isso, é considerada por muitos, como parte de El Colorado.
Você pode ir de carro ou contratar um traslado em uma das várias empresas especializadas. A subida é cheia de curvas bem fechadas, 60 para ser mais exata.
É comum passar mal no caminho. O motorista nos deu algumas recomendações, mas tivemos que trocar de lugar na van, porque estávamos no ultimo banco e enjoamos logo no inicio da subida. Por sorte, tinha uma família mais experiente que nos deu um limão, o que fez cortar o enjôo na hora e seguirmos bem o restante do trajeto.
E graças ao bendito limão e à família prestativa, conseguimos ver toda a beleza desde lá de baixo, acompanhando os floquinhos e montinhos de neve virarem aquele cenário todo e completamente branco! Tão branco, mas tão branco que chega a doer a vista!
O frio na alta temporada é bem rigoroso, precisa estar preparado (eu não estava). Lá é possível alugar roupa e equipamento de esqui. Mas pode não ser tão simples assim, pois existem filas e pode acontecer de não encontrar mais o seu tamanho. No meu caso, reparem que o casaco azul que estou vestindo, era 2 vezes o meu tamanho e masculino, pois o motorista me emprestou antes mesmo de chegarmos no parque, ou eu teria congelado! Ele foi um anjo e ainda economizei uns pesos na locação.
Os aluguéis não são baratos, mas ainda pode valer mais a pena do que comprar itens que normalmente são bem caros e pouco usados.
E chegando em Farellones, você se depara com uma beleza indescritível! É incrível, um dos cenários mais lindos que já vi na vida!
Demoraram alguns minutos pra cair a ficha de que estava realizando um sonho! A neve tem uma beleza estonteante!
Valeu a pena cada batida de dentes e cada dedo adormecido e congelado.
CONCHA Y TORO
A vinícola mais clássica de Santiago, a mais visitada do Chile e uma das maiores produtoras de vinho do mundo!
Tem certificado de excelência no TripAdvisor e foi considerada a marca de vinho mais poderosa do mundo pelo Intangible Business 2014 – 2015. E ainda passou anos no ranking dos cinco vinhos mais vendidos no mundo.
A visita inclui um passeio pelo exterior da residência da família Concha y Toro, uma explicação nas variedades de jardim de uvas com 26 diferentes cepas, degustação e um passeio pelas vinícolas, e no final, o famoso e centenário Casillero del Diablo.
No final da degustação, ganhamos uma taça com o nome da vinícola, bem legal.
E no final do tour, há uma loja com ofertas de vinhos e acessórios como saca rolhas, taças e vários outros souvenirs. Além de vinhos, claro, compramos um kit de saca rolha que vinha numa caixinha redonda de couro, uma graça.
RESTAURANTE Bali-Hai
O Bali-Hai é um restaurante que o convida a conhecer a Polinésia e a rica cultura chilena através de diferentes sensações e sabores.
A casa oferece comidas tradicionais, shows de danças típicas da Ilha de Páscoa, Polinésia e Chilena, e música ao vivo diariamente.
Tudo isso acompanhado de um jantar tradicional, vinho chileno e muito Pisco Sour!
Quando eu digo muito pisco sour, é porque foi muito mesmo kkkk, não o conhecia e subestimei o teor alcoólico! É delicioso e engana direitinho! Levamos uma garrafa pra casa!
PLAZA DAS ARMAS
Apesar das fotos não estarem boas, a Plaza de Armas é o marco zero de Santiago. É a principal praça de Santiago e o núcleo do centro histórico da capital chilena.
Foi onde o conquistador espanhol Pedro de Valdívia fundou a cidade de Santiago, em 1541.
A Estátua de Pedro de Valdivia é conhecida como “Estatua Ecuestre de Pedro de Valdivia”, representa o conquistador espanhol montado em seu cavalo. Feita totalmente de bronze e doada pelos espanhóis residentes no Chile em 1963.
A praça possui uma grande quantidade de árvores e diversas esculturas, estátuas e monumentos. Ela é rodeada por construções históricas, como a Catedral, o prédio dos Correios e o Museu Histórico Nacional. Entre eles há um prédio comercial com faixada de vidro, que causa um enorme contraste.
A principal construção da Plaza de Armas é a Catedral Metropolitana de Santiago, construída em 1748.
Nos hospedamos bem no centro, no Hotel Mercure Santiago Centro.
Se hospedar em centros é quase sempre a melhor opção pela facilidade de locomoção, principalmente quando não se aluga carro. Mas especificamente nessa viagem, tivemos a experiência de estarmos hospedados bem nos dias que estavam acontecendo manifestações de estudantes contra o governo. Não presenciamos nenhuma situação de conflito. Mas ficamos tensos pela quantidade de gente e pelo caos no trânsito por algumas horas, principalmente no dia do nosso retorno ao Brasil.
Até a próxima!
Nowhere, Anywhere, Everywhere