Eu vou fingir costume neste post. Mas ainda não caiu a ficha sobre essa viagem!
Tudo começou com um convite dos nossos amigos Alinie e Fabão, que moram em Haverhill, Massachusetts. Depois de muita programação, resolvemos passar o Réveillon de 2018/2019 com eles.
Com as passagens compradas, começamos com os planos e roteiros. Só que nesse momento, as coisas se redirecionaram para Nova York!
Com meses de antecedência, nos deu a possibilidade de reprogramar coisas como logística, disponibilidade deles, e outros detalhes de viagens. E papo vai, papo vêm, soma daqui, subtrai dali, resolvemos passar o Réveillon e mais uns dias em NYC!
E lá fomos nós, infelizmente eles não puderam ir conosco.
Passamos os primeiros dias com eles em Haverhill. Partimos para NY no dia 31/12 (que coragem!), onde ficamos 5 dias e depois voltamos para curtir com eles o final da viagem.
HAVERHILL, MASSACHUSETTS
Dia 29/12/17
Com uma recepção maravilhosa da Alinie, do Fábio e da pequena Adelaide (uma Dachshund linda, mais conhecida como salsicha rs), chegamos na casa deles, depois de quase 7 horas de vôo, fora deslocamentos e fuso horário.
O fuso tem uma diferença de 5 horas a menos lá. Rolou um jet lag, que inclusive to sentindo até hoje (faz uma semana que voltamos).
Depois de colocarmos os assuntos em dia, fomos reencontrar mais um casal de amigos, o Roberto e a Carol, num restaurante chamado The Hidden Pig, e aproveitar para assistir o UFC que ia rolar naquela noite. Mas o jet lag me pegou bonito, e quase dormi sentada na cadeira… :/
No dia seguinte fomos fazer umas compras (e enlouquecer com os preços) e passear pela região.
Paramos para comer no Five Guys.
Eles ainda não conheciam e nós somos viciados nessa lanchonete, é uma das melhores dos States. Conhecemos em Orlando e por nossa sorte (ou não), abriram duas aqui em Dublin! Ah, e eles adoraram também!
NEW YORK CITY
Manhã de 31/12/2018, pegamos a estrada rumo a NYC!
A viagem é de quase 4 horas numa estrada nem tão boa assim.
Alugamos um carro, pegamos a cara e a coragem e fomos. Isso porque a expectativa era que pegaríamos neve o caminho todo, mas não rolou (não sei se feliz ou infelizmente, depois falo mais sobre isso).
A estrada não ė um tapete como as daqui, mas o cenário é como nos filmes, lindo! Quando surgiam aqueles caminhões bem diferentōes, a sensação era que o Arnold Schwarzenegger ou Stallone, iriam botar a cara na janela!
Durante todo o caminho, fomos resistindo aos milhares de Dunkin Donuts, e todas as outras tentações que passávamos a cada 5km. Mas nos rendemos e paramos num deles para enganar a fome.
O engraçado é que conforme as placas de NY vão aparecendo, o trânsito vai mudando consideravelmente. Há poucos quilômetros antes de entrarmos em Manhattan, o fluxo já era intenso, obras, máquinas e homens trabalhando por todos os lados.
Apesar dessa primeira impressão, as obras foram acabando e tudo se acalmando. E o trajeto atė o hotel foi bem tranquilo, apesar de ser uma terra sem-lei de trânsito para taxistas e pedestres kkkk, tenso.
Entregamos o carro no mesmo dia, passaríamos os 5 dias, do jeito que deve ser: caminhando e andando de metrô.
A FESTA DE RÉVEILLON
Assim que decidimos passar a virada do ano em NY, já começamos a pesquisar sobre as milhões de opções de festas que rolam num dos Réveillons mais famosos do mundo.
A maioria delas oferecem as mesmas coisas: open bar e buffet até tal hora, mesa ou pista, espaço fechado, roof-top…
Tem preços para todos os bolsos. Mas tem muitas opções por faixas, o que dificulta muito para quem nunca esteve em NY. É um tiro no escuro, pode ser uma festa inesquecível, uma boa ou uma furada!
A nossa foi no Restaurante Bryant Park Grill, que fica dentro do Bryant Park, lindíssimo.
Eu a classifico como uma boa festa. Todas as bebidas eram de ótima qualidade e o bar não tinha fila. O buffet era de canapés, que eram bem gostosos, mas dependíamos de garçons servindo. As mesas estavam bem organizadas e o espaço muito bem decorado. Mas os pontos negativos começaram logo na chegada com um fila enorme de chapelaria (e estava enorme também no final) e filas, e mais filas para os toaletes. Até as pessoas se localizarem na primeira hora, estava tudo bem tumultuado, mas depois disso, o espaço estava ótimo e bem confortável, inclusive na pista de dança.
Na nossa mesa era para 8 pessoas. Tinha um casal alemão, um maltês e um sueco. Depois de muitos drinks e whiskys, o ambiente ficou bem divertido. Como não?! rs
Não estava nevando lindamente como o esperado, mas estava chovendo torrencialmente como temido!
A festa era uma caminhada de 20 minutos do hotel, e gostaríamos muito de te-la feito, afinal seria nossa primeira caminhada em NY! Mas a chuva não deixou, tivemos que pegar um taxi (o único durante toda a nossa estadia, que inclusive pela chuva e todo o stress do trânsito, não lembrei de tirar aquela foto clichê :/ ).
Bastante trânsito, ruas fechadas, obviamente, muitas buzinas e gastar $25 trumps logo de cara! Mas pelo menos conseguimos pegá-lo de imediato com a ajuda do apito do funcionário do hotel kkkk.
A festa terminava às 2am. Acabou e ponto, luzes acesas e os seguranças educadamente nos direcionaram para a saída rs.
No final, a chuva tinha parado e conseguimos voltar andando devagarinho (não por opção rs) pela linda e chiquérrima 5º Avenida. Indescritível estar andando por ela no 1º dia do ano!
Ahh, e para finalizar a noite, comemos um hot-dog num dos famosos “podrōes” de NYC!
Dia 01/01/19 – Como esperado, acordamos tarde. Tinha deixado essa manhã livre de programação.
Na parte da tarde fomos passear e ver NY de dia! Que lugar!
Vou tentar descrevê-la: multidões pelas ruas. Pedestres que não respeitam sinais. Taxis amarelos (num tom amarelo ovo) que dominam as ruas e que páram em qualquer lugar. Buzinas, e mais buzinas o tempo todo. Ruas ainda bloqueadas para carros. Muito policiamento no transito, a pé, a cavalo (sério) e em viaturas (comendo rosquinhas, brincadeira!). Bombeiro e Ambulâncias passando com as sirenes ligadas. Lojas gigantes esbanjando ostentação. Camelôs. Turistas estranhos e estilosos. Música e muita decoração natalina. Barulhos diversos o tempo todo. Artistas de rua fazendo de tudo em troca de alguns trumps. Fumaça saindo de bueiros. Barulho dos metrôs passando por debaixo dos nossos pés. Muitas luzes e telōes ENORMES pela Times Square inteira! E um trânsito louco!
A cidade é enlouquecidamente encantadora. Ela não pára. A quantidade de telões espalhados e toda aquela iluminação causam um excesso de informação.
Passeamos pela Times Square, 5º Avenida, Rockefeller Center que tem uma decoração natalina maravilhosa e uma pista de patinação no gelo, bem legal! Eu não tive coragem de ir, tanto pela fila, quanto pelo medo de me machucar logo no primeiro dia, porque eu sou dessas.
Ahhh, também entramos na famosa e maravilhosa loja da M&M’s. Tinha trânsito de pessoas dentro dela, as escadas rolantes tiveram que ser desligadas e a saída era pela saída de emergência, para terem ideia!
Almoçamos no famoso Carmine’s Italian Restaurant, próximo à Times Square, super recomendo, comida deliciosa, muito bem servido e preço honesto. Aconselho reservar, por sorte, e nem somos tão sortudos assim, as duas vezes que fomos, conseguimos mesa na hora, mas as filas de espera estavam sempre grandes.
No final do dia, jantamos numa pizzaria muito boa, chamada Angelo’s Pizza, localizada na Broadway. Fizemos reserva.
CityPass
CityPass é uma forma econômica e com menos filas (em alguns casos) para conhecer alguns dos pontos turísticos da cidade (tem em vários outros destinos, além de NYC).
O CityPass que compramos, conta com 9 opções de atrações, sendo que podíamos utilizar 6 passagens livres, no prazo máximo de 9 dias.
Escolhemos as atrações mais procuradas e acredito que as mais legais também rs:
– Visita à Estátua da Liberdade
– Museu e Memorial do 11 de Setembro
– Museu Americano de História Natural
– The MET – The Metropolitan Museum of Art (o único que tivemos que abrir mão por falta de tempo)
– Observatório do Empire State
– Observatório do Top of the Rock
O valor do passe foi $126 (cada), o que possibilita uma economia de $83 doletas se comparado aos ingressos avulsos das atrações. Além de filas para a compra.
Existe também uma opção mais em conta que dá direito a 3 atrações, o que pode ser uma boa para quem fica menos tempo ou tem outras prioridades na cidade.
Minha experiência com o CityPass foi boa, eu recomendo. Pegamos bastante fila na maioria das atrações, mas, acredito que essa época do ano seja a mais complicada mesmo.
Para mais detalhes, acesse aqui.
Dia 02/01 – Dia de conhecer a Estátua da Liberdade, o Memorial e o Museu do 11 de Setembro.
Tínhamos algumas opções de trajeto de metrô até a estação chamada Battery Park (onde pega o barco para a Ilha da Estátua).
Escolhi andar um pouquinho mais, e pegar a linha que partia do GRAND CENTRAL TERMINAL, que é uma estação famosa, enorme, linda e já foi cenário de alguns filmes e séries como: Armageddon, Eu Sou a Lenda, Superman: O Filme, MIB: Homens de Preto, O Sequestro do Metrô 123, Os Vingadores, Glee, Gossip Girls, entre outros!
Impossível não querer incluir no roteiro!
ESTÁTUA DA LIBERDADE
Vou começar pela parte triste: 4 HORAS DE FILA!
O CityPass fez o garantido, sem fila para validar o passe. Mas depois disso, uma fila gigantesca nos aguardava para o embarque até a ilha.
Por falta de pesquisa minha, se comprássemos os ingressos fora do CityPass, poderíamos agendar o passeio, o que reduziria o tempo para 1 hora!
Foi bem sofrido ficar em pé e no frio esse tempo todo. E como a programação estava bem justinha, não tinha como desistir e deixar para outro dia.
Sem contar, que já no final, 3 grupos, sendo 1 brasileiro, furaram fila na maior cara de pau! Até então, eu ainda estava de bom humor, mas isso foi a gota d’água. Fizemos de tudo para atrapalharmos a imersão deles na fila. Mas como estava chegando perto da checagem de segurança e raio-x, deu uma bagunçada e os 3 grupos conseguiram se infiltrar, passando na frente de centenas de pessoas que estavam lá há horas. É muita falta de educação e vergonhoso pra mim, como brasileira, ver a cara de satisfação deles. O jeitinho brasileiro é visto em qualquer lugar do mundo, infelizmente.
O barco, o ferry, é chamado de Statue Cruise. A viagem até a Liberty Island é rápida, +/- uns 15 minutos. Bem tranquilo, estilo Rio x Niterói (para quem conhece).
E chegando lá, mais uma vez, uma sensação incrível de estar pisando na Ilha da Estátua da Liberdade, um dos pontos mais famosos do mundo!
Ela não é tāo grande, tem altura total de 92 metros, sendo 46m correspondendo à altura da base e 46m à altura da estátua propriamente dita. Mas sua representatividade e o fato de ser o principal símbolo de Nova York a torna gigante.
A vista para Manhattan é incrível, apesar do frio, o céu estava aberto e proporcionou uma visibilidade ótima.
É um passeio rápido, principalmente no inverno. Levamos muito mais tempo na fila, do que na Ilha.
Basicamente é fazer a volta nela toda, conhecer outras pequenas obras ao redor, se encantar pela vista para Manhattan, tirar milhões de fotos, passar na lojinha para comprar souvenirs (eu não comprei nada, tudo o olho do cara), tem um restaurante também. Depois disso, é encarar mais uma fila para pegar o barco de volta.
O ingresso dá direito a descer no Museu do Imigrante, que fica entre Manhattan e a Ilha da Estátua. Eu pesquisei e não me interessei, por isso fomos direto para a estação Battery Park.
Na minha opinião, apesar do perrengue, é um passeio obrigatório. Eu super indico, mas que se for num período caótico como o que nós fomos, aconselho a comprar o ticket com a opção de fazer agendamento, sem dúvida.
Também é possível comprar um ingresso extra para subir na coroa da Estátua. É uma atração que precisa ser agendada, com no mínimo, 6 meses de antecedência.
Curiosidade
A estátua foi um presente de Napoleão III, como uma forma de premiação aos Estados Unidos, após uma vitória em batalha travada contra a Inglaterra.
O conjunto pesa um total de 24.635 toneladas, é atualmente a estátua mais pesada do mundo, segundo o Guinness Book.
Sobre a sua cor, nas primeiras décadas, ostentava um bronzeado em cobre. Atualmente, sua cor verde ė devido à oxidação, que faz com que o cobre fique esverdeado. 30 anos foi o tempo que levou para ela chegar nesse tom.
Agora, essas reações químicas chegaram a uma estabilidade, por isso a estátua se mantém na mesma tonalidade há vários anos.
MEMORIAL E MUSEU DO 11 DE SETEMBRO
Chegando na estação Battery Park, fomos caminhando direto para o Memorial e Museu do 11 de Setembro, mas antes, finalmente, paramos para almoçar.
Eu não sabia, mas ao lado do Memorial, tem um shopping muito chique chamado Brookfield Place ( https://bfplny.com ). Chegando lá, vimos que tinha o Restaurante chamado P.J. Clarke’s, que estava na minha lista como um dos melhores sanduíches de NY, então não tivemos dúvida de onde comer. E realmente a comida é maravilhosa, valeu a pena quase morrer de fome o dia todo!
Memorial
Eu confesso que chegando naquela região, eu fiquei completamente emocionada.
O Memorial, que é totalmente dedicado às vítimas do atentado, foi construído no espaço (aberto) onde ficavam as Torres Gêmeas.
Foram construídas duas piscinas com a maior cascata artificial dos EUA. Os nomes das 2.983 vítimas estão gravados em placas de bronze atreladas ao parapeito das fontes do memorial, sendo 2.977 mortes nos atentados de 11 de Setembro de 2001 e 6 mortes durante o atentado de 1993.
O Memorial têm uma beleza singular.
E ha alguns passos dali, está localizado o gigante e imponente One World Trade Center.
Após sua conclusão em 2014, ele se tornou o edifício mais alto dos Estados Unidos, exclusivo para escritórios, estando a uma altura de 541m, e está entre os edifícios mais altos do mundo.
É possível subir até o topo dele, é uma atração chamada Onde World Trade Center Observatory. Nós não fomos, mas ficamos com vontade de subir. O edifício tem um design diferente e é muito bonito.
Museu
O museu me emocionou do início ao fim. É difícil descrever a sensação.
Um ambiente calmo, silencioso, onde os outros visitantes também estejam, possivelmente, emocionados.
Eu li sobre pessoas que não gostaram, outras que não conseguiram continuar e outras que não recomendam a visita. Eu recomendo, apesar do que ouvi, vi e senti.
Eu ouvi vozes de algumas vítimas em suas últimas ligações para os seus familiares, se despedindo, ou contando que estavam sendo sequestrados, ou simplesmente para dizer que parecia estar acontecendo algo errado, mas que tudo ficaria bem. Eu sei que existem documentários sobre o atentado, mas estar alí, ouvindo e vendo, é completamente diferente.
Eu vi objetos pessoais, crachás, sapatos, fotos. Vídeos de pessoas se jogando antes das torres desabarem. Fotos das reações dos pedestres que passavam no exato momento em que tudo acontecia. Áudios dos sequestradores. Áudios em diversas línguas de pessoas contando onde estavam quando souberam do atentado. Agora, provavelmente, você vai se lembrar de onde estava e o que estava fazendo quando soube da inacreditável notícia.
Algumas estruturas e colunas se mantiveram, e que agora fazem parte do museu.
O Museu tem muita informação. Pequenos, grandes objetos e detalhes que foram recuperados dos escombros. O trabalho dos bombeiros foi incrível, foram verdadeiros heróis. Tem uma parede com todas as fotos das vítimas. Tem uma sala onde fica passando um vídeo falando sobre cada uma delas. É muito comovente.
É inacreditável o quão cruel o ser humano pode ser.
Dia 03/01 – Começamos o dia tomando café da manhã no Restaurante Ellen’s StarDust Diner.
Localizado na Broadway, é um restaurante muito famoso, mas não pelo seu cardápio! Lá, as estrelas são os garçons e as garçonetes! Para trabalhar lá, o candidato precisa ter um talento, não o de servir e sim o de cantar!
Isso tudo porque o restaurante se tornou um trampolim para os artistas conseguirem uma vaga nos tão sonhados musicais da Broadway!
O grande lance e o motivo do sucesso, é pelo fato dos garçons se apresentarem durante os atendimentos. Eles são artistas, pegam o microfone, sobem num vão entre as mesas, cantam, dançam e interpretam. É muito legal mesmo!
O ambiente conta com uma decoração retro dos anos 50, quadros dos artistas da época, cadeiras vermelhas, globos espelhados e claro, muita música! Ahh e muita fila também para conseguir uma mesa rs.
Eles servem café da manhã, almoço e jantar, nada tão especial.
Eu adorei! Esse restaurante estava no topo da minha lista, eu tinha que ir!
Super recomendo! A fila vale a pena!
MUSEU AMERICANO DE HISTÓRIA NATURAL
Uma das atrações imperdíveis de NY.
Fundado em 1869, é considerado o maior do segmento e conta com a mais vasta coleção de fósseis do mundo.
O Museu tem cinco pavilhões, totalizando 42 salas. Por ser muito grande. é necessário se programar para aproveitar a visitação. O tempo que se gasta num museu é muito pessoal. E estamos falando de um dos museus mais completos do mundo!
Nós não tínhamos muito tempo nem disposição para andar nele todo, optamos em explorar mais as exposições dos dinossauros, que é incrível!
Nossos ingressos davam direito a um filme em 3D (tinham 2 opções), escolhemos um chamado Backyard Wilderness.
Peguei esse texto no site https://www.amnh.org que fala sobre o filme:
“Absorvida por aparelhos eletrônicos, a jovem Katie e sua família são cegas para o esplendor natural em torno deles – até que Katie descobre um novo mundo. Este filme impressionante revela habitantes de animais em detalhes raros e de tirar o fôlego, dentro de antros e ninhos, e movendo-se ao longo do chão da floresta e fundos de lagoa. O Backyard Wilderness nos lembra que o Wi-Fi não é a única conexão que importa, e que às vezes, em lugares comuns, você pode descobrir coisas extraordinárias com o potencial de transformá-lo para sempre – você só precisa sair.”
Não demos muitos créditos quando pegamos os tickets, mas acabou nos surpreendendo positivamente. E além disso, foram uns minutos de descanso merecido para os pés rsrs.
Todo o museu é muito organizado e bem sinalizado, inclusive tem um aplicativo que funciona super bem e ajuda a otimizar o tempo da visitação.
Apesar de ser visitado por milhares de turistas todos os anos, a fama do museu cresceu absurdamente por causa do filme “Uma Noite no Museu” (2006), que usou o seu enorme espaço como cenário e virou um sucesso absoluto de público nos cinemas.
Localizado ao lado do Central Park, com uma enorme estátua do Theodore Roosevelt (que está ligado à sua fundação) logo na entrada.
A programação do dia era: Museu de História Natural, passeio no Central Park e MET, mas dois museus num mesmo dia ficaria puxado, já estávamos cansados. Além disso, aquelas horas de fila que perdemos para a Estátua da Liberdade, acabou estragando os planos de irmos na Brooklyn Bridge (eu queria muito ir, muito mesmo), então refizemos a programação e resolvemos não ir ao MET e infelizmente, não conhecemos nem 1/3 do Central Park (tenho pra mim como meta de voltar, provavelmente numa primavera e explora-lo de ponta a ponta) e incluímos a Brooklyn Bridge e depois o Observatório do Empire State.
Como toda viagem para um lugar cheio de opções de atrações e passeios, e ainda mais se tratando de NYC na primeira semana do ano, algumas programações não saem como planejadas, e acabamos perdendo uma ou outra oportunidade. Mas o importante é não surtar com roteiro e curtir ao máximo a viagem e seus imprevistos.
CENTRAL PARK
Como comentei antes, foi só uma voltinha e umas fotos.
O pouco que vi, realmente o Central Park faz jus a todo seu glamour. Eu jurava que veria ele todo branquinho de neve, mas não tinha nem um floquinho pra contar história!
Eu não sei se já comentei antes, mas eu não gosto de repetir viagens. Esse mundão é tão grande, e uma vida só ė curta demais para conhecê-lo. Então sempre penso que repetir, eu estou deixando de conhecer um novo lugar, uma nova cultura para me apaixonar.
Mas NYC, eu tenho comigo que preciso voltar. E o Central Park é um dos principais motivos de me fazer abrir uma exceção. Eu quero caminhar por ele de ponta a ponta, na neve, ou na primavera, que é a estação mais maravilhosa de todas!
Estar em NY, no cenário de tantos filmes, tudo tão glamuroso, um lugar que já foi tão distante pra mim. Por vários momentos eu olhava ao meu redor e custava a acreditar que eu estava ali. E no Central Park, de novo, eu me vi perdida nesses pensamentos…
Nós voltaremos.
BROOKLYN BRIDGE
Que lugar!
Valeu a pena todo o esforço! Ela foi para o meu roteiro assim que comecei a escrevê-lo.
Li que no inverno não é recomendado fazer a travessia a pé, e não tínhamos tempo para ir ao Brooklyn. Me conformei com tudo isso, mas ainda assim, não quis abrir mão de pelo menos pisar nela. E eu estava certa, que vista! Que lugar lindo!
Concluída em 1883, com uma longitude total de 1.825 metros, é a ponte suspensa mais longa do mundo.
A Brooklyn Bridge é um Símbolo Histórico de Nova York. Ela já foi cenários de muitos filmes, como: De repente 30, Sex And The City, Transformers, Déjà Vu…
Uma dica: Vá!
OBSERVATÓRIO DO EMPIRE ESTATE
Inaugurado em 1931, foi considerado o prédio mais alto do mundo por 40 anos.
O Empire State Building é um dos arranha-céus mais famosos de NY.
Ao todo são 102 andares e uma altura de 381m. Com a antena chega a 443 metros de altura. E por conta dessa altura toda, é possível vê-lo de vários pontos da cidade, e a noite, acreditem, ė incrível. A iluminação da torre varia bastante, de acordo com as festas ou eventos da cidade e/ou mundo.
O observatório do andar 86 é o principal e mais visitado. Fica ao ar livre, com proteção de grades. O frio é de matar. Nele se tem uma visão de 360° de NY. É IN-CRÍ-VEL!!!
O observatório do andar 102 é totalmente fechado, tipo um aquário, todo cercado de vidro. A visita é opcional, e custa mais caro. Não fomos, então não sei se vale a pena ou não.
Se tivéssemos programado, não teríamos conseguido ver o pôr-do-sol lindamente como vimos. O dia estava lindo.
A torre já foi cenário de vááários filmes, entre eles, o clássico King Kong.
230 FIFTH ROOFTOP – BAR
Saindo do Empire State, fomos num bar chamado 230 Fifth Rooftop-Bar. Que tem uma vista maravilhosa para o próprio Empire State Building, e já era noite, como mostra na foto. Que vista!
Era um bar que meu marido fazia questão de conhecer. E valeu muito a pena.
É um dos rooftops mais bacanudos da cidade. Apesar de caro, é um dos mais populares de NY.
Tem uma área ao ar livre, que no inverno eles colocam uns iglus charmosos demais (quaaaase passamos o Réveillon lá), que você pode entrar e compartilhar com desconhecidos, e uma área interna utilizada como lounge e bar, muito confortável e moderna.
DEL FRISCO’S GRILLE
Nessa mesma noite, depois de irmos ao hotel e descansar alguns minutos, tomamos coragem de sair para jantar.
Também por questão do maridón, fomos no restaurante chique chamado Del Frisco’s Grille, que foi indicação do amigo Roberto.
A comida e a sobremesa foram absurdamente deliciosas. Fizemos reserva.
Dia 04/01 e último dia de passeio – Dia de conhecer o Top Of the Rock, o observatório do Rockefeller. O Restaurante Hooters. O Flatiron Building. E a Carlo’s Bake Shop, a loja do Cake Boss!
OBSERVATÓRIO TOP OF THE ROCK
Construído em 1933, o Observatório Top of the Rock fica no topo do edifício General Electric Building (abreviado como GE Building).
Com seus 70 andares, totalizam um pouco mais de 250 metros de altura! E o elevador que te leva até o topo, vai em uma super velocidade. Se você olhar para cima, pode te causar um certo medo, assim como me causou! kkkk
Tem uma estrutura super moderna e sua proteção externa é feita com paredes de vidro, com intervalos abertos que podem ser utilizados para tirar fotos. São três andares abertos para visitação, com áreas ao ar livre (pense no frio) e áreas fechadas.
A atração faz parte do complexo do Rockefeller Center, no coração de Manhattan, com restaurantes, lojas e também é sede da NBC e do seu estúdio 8H, onde é gravado o famoso programa Saturday Night Live.
No Rockefeller Center também é onde fica a decoração natalina mais linda e famosa de NY. Eu mencionei acima que também tem uma pista de patinação.
E como não podia deixar de ser, tambėm já foi cenário de muitos filmes, mas o inesquecível “Esqueceram de Mim”, no momento que o Kevin reencontra sua mãe em frente a famosa Árvore de Natal do Rockefeller!
O Empire State e o Top of the Rock, oferecem vistas de 360º e são igualmente sensacionais. O Top of the Rock ganha por ter menos filas e por oferecer uma linda vista do Central Park. Mas o Empire State, é um dos edifícios mais famosos do mundo. Na dúvida, optamos em conhecer os dois!
Não me lembro quanto tempo demoramos para subir, mas foi a atração mais rápida que fomos!
HOOTERS
O Hooters é o famoso restaurante/atração, onde garçonetes sensuais servem os clientes vestindo mini short, um super decote e patins em alguns lugares. Apesar da descrição acima, é um ambiente super familiar.
Incluir esse restaurante no roteiro foi uma sugestão minha! Achei legal a experiência pro marido. Mas ele deu taaanto azar, que as garçonetes do dia não condiziam com as que aparecem no google, foi tipo uma propaganda enganosa kkkkk, eu dei risada!
A comida estava bem gostosa, a cebola empanada e o molho me fizeram matar total a saudade do Outback, achei igualzinha!
Olha a conta, como as garçonetes são “carinhosas” rsrs
FLATIRON BUILDING
O Flatiron Building foi um dos primeiros arranha-céus construídos em NY, e tem esse nome por ter a forma semelhante de um ferro de passar roupas.
Foi inaugurado em 1902, e está localizado entre a 5º Avenida e a Broadway.
Possui 87 metros de altura e 22 andares. O edifício possui somente salas comercias e não está aberto para visitação.
Quando inaugurado, foi um dos prédios mais altos do mundo. O bairro em torno do edifício foi chamado de Distrito Flatiron após a sua construção.
O exótico prédio não poderia deixar de estar em filmes clássicos como: Homem-Aranha, Godzilla, Tartarugas Ninjas, entre outros.
DICA:
NÃO deixe de ir ao Eataly NYC Flatiron.
Lá você terá o melhor da gastronomia italiana. O complexo que mais parece um mercadão, conta com 6 restaurantes, muita variedade e muita comida e vinhos maravilhosos. Passeio obrigatório!
TIMES SQUARE
A maioria desses passeios fizemos a pé, a localização do hotel foi ótima e fez toda a diferença na nossa viagem, já que não somos tão adeptos às caminhadas rs.
Sempre optávamos em voltar caminhando pela Times Square ou 5º Avenida. Sempre tinha algo novo para ver. Vimos até uma gravação, não faço ideia do que era, mas tinham carros antibombas, algumas câmeras, e parte da avenida estava fechada.
Esse lugar é loucamente incrível!
05/1 – Dia de dar bye-bye para a linda e maravilhosa NYC e pegar a estrada de volta para Massachusetts.
Mais uma viagem inesquecível para a conta!
Mas, futuramente, eu farei mais um post sobre nossa nova viagem para NY! Não tem como não voltar.
Famosa Apple da 5º Avenida
Eu estava super empolgada para conhecer a loja vitrine da Apple, que funciona 24 horas por dia e 365 dias no ano.
Mas acreditem, a estrutura de vidro que parecia um aquário gigante, estava completamente em reforma e toda coberta por tapumes. A entrada da loja era por uma escada improvisada.
Entramos, estava bem cheia, e achar um vendedor disponível é missão impossível, exatamente como todos os comentários que li sobre a loja.
Fui embora bem frustrada rsrs.
Neve
Tínhamos certeza absoluta que veríamos NYC toda branquinha coberta de neve.
Não vimos sequer um floquinho! Infelizmente!
Apesar de todo o transtorno que a neve pode causar, eu gostaria muito de ter visto, pelo menos, um dia nevando. Mas não rolou!
O histórico é de muito neve no começo de Janeiro, mas clima é clima e nem sempre as previsões acertam.
O frio estava daquele jeito, mas em pleno inverno, não tem como ser diferente.
E para não falar que não vimos, nevou no dia da nossa viagem de volta para a Irlanda, já estávamos em Haverhill.
Hotel
Nos hospedamos no Fifty Hotel & Suites By Affinia.
Ele tem uma ótima localização, fizemos a maioria dos passeios a pé, tivemos que nos deslocar de metrô, se não me engano, apenas dois dias.
Não tivemos nenhum imprevisto ou surpresa desagradável durante a nossa estadia. Foi tudo muito bom, confortável e quentinho.
Eu recomendo.
Dicas de Restaurantes
Gorjetas
Se você tem planos de ir à Nova York, inclua no seu orçamento as gorjetas, e não é pouca coisa não! A média é de 20%! Varia de acordo com o serviço.
Gorjeta é um assunto muito sério nos Estados Unidos, faz parte da cultura deles e cabe a nós turistas nos adaptarmos.
Evite constrangimentos, é sério que eles possam existir. Nem sempre a taxa de serviço já vêm adicionada na conta, e não cairá bem se fazer de desentendido porque certamente você será lembrado e cobrado rs.
Muitas das vezes, as gorjetas que serão a renda mensal do prestador de serviços. Não se trata apenas de garçons, engloba tudo: bartenders, entregadores, taxistas, carregadores de malas, camareiras, etc…
Moedas não são bem aceitas, incluir no cartão as vezes também não, o ideal é andar com notas pequenas na carteira. A gente estranha e até podemos discordar, mas como eu disse, faz parte da cultura deles, e não da nossa.
Essa brincadeira e exigência acaba saindo bem cara para turistas. Por isso, esse orçamento precisa estar na programação da viagem.
Lugares Não Visitados
Fora as milhões de atrações que são impossíveis de visitar e conhecer em apenas 5 dias, vou listar tudo que fazia parte do meu roteiro, mas que infelizmente, infelizmente mesmo, não tivemos tempo de fazer:
- Pista de patinação no Central Park;
- Distrito Financeiro e Wall Street – eu queria ver o famoso (e quase uma estrela de Hollywood) Touro de Wall Street;
- The MET – Museu Metropolitano de Arte;
- NYPL – Biblioteca Pública de NY;
- The High Line – é um parque público construído numa antiga linha ferroviária elevada;
- Chelsea Market – um mercadão com várias opções de culinárias de diferentes países;
- Quase 20 restaurantes/cafés/docerias que eram imperdíveis. Além da falta de tempo, não tínhamos apetite nem estômago para irmos em todos eles;
- Ver os 10 murais do @kobrastreetart (vimos apenas esse da foto abaixo: Einstein – “Genial é andar de bike” – End.: 780 3rd St).
Aniversário do Marido
Dia 06/1 – Dia do aniversário do marido.
Comemoramos de uma maneira bem especial e divertida (em partes rsrs).
O dia era dele, então ele escolheu ir num Stand de Tiro e andar de Kart (essa foi a parte divertida kkk).
Almoçamos no tradicional Olive Garden.
ON TARGET FIREARMS – STAND DE TIRO
Eu confesso que fiquei bem apreensiva com os coleguinhas da linha ao lado, e só consegui “relaxar” quando eles foram embora. Apesar da proteção, os barulhos são bem altos, me deixou tensa do início ao fim.
Eu sei que é totalmente cultural nos Estados Unidos, mas para mim não é!
Ver uma loja inteira de armas e munições já é impactante. Fora a simplicidade de chegar, preencher uma ficha, escolher as armas que você quiser e ir para as linhas atirar, com pessoas desconhecidas e altamente armadas ao seu lado, me fala se não é muita loucura?!
A gente assiste tantos filmes e tantas coisas nos noticiários, que não tem como controlar a mente. Nenhum segurança, nenhum teste para saber se você é maluco ou não… Pega a arma, carrega de munição e vai atirar!
Foi minha primeira vez. Nunca nem tinha visto uma arma de perto, que dirá atirar com: Glock 9mm, HK 9mm, 1911 e AK-47!!!!!!
Mesmo com toda a tensão e os trancos, eu atirei bastante. A Alinie não quis e também ficou super tensa por não ter nenhum segurança por perto, como foi na experiência deles em Las Vegas, então ela tirou umas fotos nossas, e depois preferiu ir para a sala de espera.
Marido e o Fabão curtiram do início ao fim!
Valeu a experiência, mas não sei se farei de novo… rs
NH1 MOTORPLEX – KART
Esse foi muito divertido e me descobri uma competitiva nata! kkkk
Eu dirijo muito bem, então dei trabalho para os meninos rsrs. Tanto é que o segundo lugar do podium foi meu!!
A desculpa do Fabão foi que ele vacilou no meio da corrida para mandar um beijo para a esposa Alinie, nossa fotógrafa kkkk
Dia 07/1 – Último dia para compras e aproveitar os amigos.
Dia de comprar mais algumas coisas, porque os preços são incomparáveis, mesmo com toda a acessibilidade da Europa.
Depois disso, resolvemos ficar em casa e fazer comida japonesa. Só os meninos foram para a cozinha, eu e Alinie ficamos papeando, tomando vinho. O marido manda muito bem, e dividiu com o Fabão todo seu conhecimento, e desde então, o querido casal vive nos mandando fotos dos pratos feitos por ele… rsrs
Foi uma noite bem gostosa e encerramos nossa estadia na casa deles com chave de ouro. Como eu disse antes, tivemos uma recepção impecável pelos três: Fabio, Alinie e Adelaide, essa lindeza da foto abaixo.
Dia 08/1 – Volta para casa
Dia de voltar para casa e agradecer a Deus por mais essa viagem e oportunidade de conhecer um lugar incrível e rever amigos queridos.
A viagem toda foi maravilhosa e cansativa como deve ser.
Voltar para casa é bom também. Voltar à rotina, ao trabalho e começar novos planos para a próxima viagem!
Até a próxima!
Nowhere, Anywhere, Everywhere