Irlanda do Norte

Em Maio de 2016, alguns meses após nossa mudança para a Irlanda (República da Irlanda), fizemos um passeio bate-volta para a Irlanda no Norte para conhecermos alguns dos pontos turísticos.

Apesar de se tratar de uma única ilha, ela se divide em dois países, sendo eles: República da Irlanda (que faz parte da União Européia) e Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido).

A Ilha da Irlanda tem uma extensão de mais de 84.421 km², dos quais cinco sextos pertencem à República, constituindo o restante a Irlanda do Norte.

Resumo Sobre a Separação das Irlandas

Depois de dois anos de conflito religioso entre católicos e protestantes, foi acertado um cessar-fogo (ou “trégua”) em 11 de julho de 1921. Em maio, a Irlanda foi oficialmente dividida em duas, respeitando uma lei previamente aprovada no parlamento britânico, que garantiu que os seis condados da Irlanda do Norte permanecessem parte do Reino Unido. As conversas entre ambos os lados terminou na assinatura do Tratado Anglo-Irlandês em 6 de dezembro de 1921. O acordo finalmente encerrou o governo britânico de boa parte da Irlanda e depois de dez meses acertou a transição democrática para a independência do país, criando o chamado Estado Livre Irlandês que, embora continuasse como um Domínio, ainda ligado à Comunidade Britânica de Nações, era na prática uma nação emancipada. Contudo, o norte seguiu como um território subordinado ao Reino Unido. Após o cessar-fogo, a violência sectária entre os republicanos (em sua maioria católicos) e os lealistas de Ulster (em sua maioria protestantes) continuou no norte da Irlanda. O Estado Livre deu ao menos 62.868 medalhas para veteranos por serviços na guerra de independência. Mais de duas mil pessoas foram mortas diretamente nos combates.

Em junho de 1922, desentendimentos dentro do movimento republicano a respeito do tratado anglo-irlandês levou o país a mergulhar em uma violenta Guerra Civil, que terminou como uma vitória para o Estado Livre Irlandês e a confirmação da independência da nação nos termos do tratado. A república, que os mais extremistas membros do IRA exigiam com veemência, só seria oficialmente proclamada em 18 de abril de 1949, desligando assim o país completamente de seus laços políticos com a Coroa Britânica.

GIANT’S CAUSEWAY – Condado de Antrim

Começamos pelo ponto mais distante, uma distância de 3 horas de viagem.

Nomeado como a 4º maior maravilha natural do Reino Unido, o Giant’s Causeway (Calçada do Gigante, em português), é a designação dada a um conjunto de cerca de 40.000 colunas prismáticas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas, formadas pela disjunção prismática de uma grande massa de lava basáltica, resultante de uma erupção vulcânica ocorrida há cerca de 60 milhões de anos.

São milhares de colunas verticais de pedras de até 6 metros de altura, cada uma de 38 cm a 51 cm de largura. Por serem tão uniformes, seus topos parecem se encaixar como favos.

Foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1986 sob o nome de “Calçada do Gigante e sua Costa”, e como Reserva Natural em 1987.

A Calçada do Gigante, também é conhecida, de uma forma peculiar graças à capa do álbum Houses of the Holy, da banda britânica Led Zeppelin.

THE DARK HEDGES

Conhecida como Kings Road pelos fãs de Game Of Thrones. Talvez tenha sido o cenário mais bonito da série.

E quem é fã, vai saber que a Ilha Esmeralda foi um dos principais cenários da produção.

O The Dark Hedges, está localizado a menos de uma hora de Belfast, capital da Irlanda do Norte.

Trata-se de um caminho sombrio, em forma de túnel, cercado por árvores com mais de 300 anos.

Os galhos dessas árvores são enormes e retorcidos, estendendo-se através da pista até as árvores do lado oposto. O povo local diz que este lugar é assombrado por um fantasma solitário conhecido como Grey Lady.

As sebes foram plantadas pela família Stuart no século XVIII para impressionar os visitantes quando eles se aproximavam da entrada de sua casa, Gracehill House. E depois de todos esses anos, as árvores permanecem maravilhosas.

Sua paisagem exótica lhe rendeu, inclusive, um lugar no ranking de 12 lugares do mundo real que são dignos de serem chamados de encantados, segundo o TripAdvisor.

TITANIC MUSEUM – Belfast

Belfast foi o ponto de partida do Titanic em sua viagem inaugural. Foi lá onde o navio que não naufragava foi construído e onde hoje possui um museu dedicado em sua memória.

Era uma plano muito ousado para época, o navio possuía mais de 270 metros de extensão. Ao todo ele pesava mais de 46 mil toneladas, era o mais moderno e luxuoso navio da época.

O Naufrágio

No dia 4 de abril de 1912 ele foi para Southampton na Inglaterra para embarcar a maioria dos passageiros, em seguida para Cherbourg na França e depois para Cobh/Queenstown na Irlandaantes de partir para os Estados Unidos. Ao todo 1316 passageiros estavam no navio, que somados aos 913 tripulantes, totalizaram 2229 pessoas à bordo.

No dia 12 de abril de 1912 o Titanic começou a receber de outros navios alertas de icebergs e camadas de gelo sobre a água, porém ele não alterou a sua rota. Na noite do dia 14 de abril de 1912, às 23:40 e após já estar no meio do oceano e há 41km/h o navio chocou a sua lateral com um iceberg que deixou um rasgo de 12 metros no casco, fazendo com que 7 toneladas de água por segundo entrassem no navio, mais do que a capacidade que as bombas tinham para drenar. Naquela altura já não havia mais o que fazer, os compartimentos e as caldeiras estavam submersas e o Titanic estava afundando.

Às 00:45 os primeiros botes foram lançados com menos da capacidade permitida, eles possuíam 85 vagas mas estavam partindo apenas com 24 pessoas alocadas, aos poucos mais pessoas foram entrando nos botes, mas que não eram suficiente para todos do navio. Por volta de 01:00 a proa do navio já estava submersa e o pânico estava armado, poucos minutos depois o último bote havia deixado o navio e a popa inclinou-se, porém o peso era tão grande que o navio rachou ao meio entre a 3ª e 4ª chaminé. Às 02:20 o navio afundava completamente no Atlântico Norte levando consigo mais de 1500 vidas.

O Museu

Foto: Yossawat Songsirisombat/Dreamstime

Infelizmente não conseguimos entrar no Museu por conta do horário que chegamos. Conhecemos apenas a parte da recepção, a loja que é incrível e o café.

Eu quero voltar e fazer o Titanic Experience, li que a experiência é bem realista e envolvente, que vale muito a pena. 

Passeamos apenas na parte externa que também é bem bonita. Um quarteirão todo em memória ao Titanic.

Até a próxima!

Nowhere, Anywhere, Everywhere

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