Road Trip – Cliffs Of Moher

Morando há 7 anos nesse país lindo, conseguimos finalmente fazer uma Road Trip em Abril de 2022. 

Desde que chegamos eu sempre quis conhecer a principal e a mais linda atração turística da Irlanda, os Cliffs Of Moher. Por isso, planejamos a viagem sendo os Cliffs o principal destino.

Dia 1
1ª Parada – Athlone

A distância da nossa casa até os Cliffs é de 275km (3 horas de viagem), por isso fizemos uma parada em Athlone para conhecermos o SEAN’S BAR, o Pub mais antigo da Irlanda. 

O Sean’s Bar está situado na Main Street, na margem oeste do Rio Shannon. Foi fundado no ano de 900 e está listado no livro Guinness World Records como tal.

Abaixo uma pausa para foto da Church of Saints Peter and Paul.

2ª Parada – Cliffs Of Moher

O Cliffs of Moher são falésias ao longo da costa ocidental do país, localizadas no condado de Clare. Sao consideradas o principal cartão postal da Ilha da Esmeralda.

Elas existem há, pelo menos, 300 milhões de anos. Os gigantes penhascos têm 214 metros de altura. Eles se estendem por 8 quilômetros ao longo do Atlântico. Por conta da sua impressionante beleza, é o ponto turístico natural mais visitado de toda a Irlanda.

Todos os anos de espera me recompensaram num dia lindamente ensolarado, quente e perfeito para o passeio! O engraçado eh que esse passeio foi adiado diversas vezes por mim por conta do clima irlandês, todo verão eu acabava empurrando para o próximo verão… e assim se passaram 7 anos!

E no final das contas, valeu a pena, o dia não poderia ter sido mais perfeito!

As fotos e vídeos não são capazes de mostrar a real beleza natural daquele lugar. É incrivelmente lindo! O conjunto todo impressiona, as imensas falésias, o escandaloso canto dos pássaros reforçado pelo eco, a força das águas batendo nas pedras e o mar por si só com sua infinita beleza.  

Já no final do passeio, por volta das 18h, o vento aumentou e o clima começou a mudar… Irlanda sendo Irlanda… Mas como estávamos preparados, nao passamos nenhum perrengue.

Compramos os tickets online, custaram €8 cada. 

Hospedagem da Primeira Noite

Não só de lindas falésias se vive na Irlanda. O país vêm enfrentando há anos um sério problema de moradia, muita procura para pouca oferta, o que encarece absurdamente os preços de acomodação, moradia e afins. 

Para “ajudar”, nós aproveitamos um feriado para fazermos essa viagem, o que dificultou ainda mais encontrarmos hotéis disponíveis com valores aceitáveis.

Na primeira noite nos hospedamos no Wilde Ballybunion, em Kerry. Estávamos exaustos e jantamos por lá mesmo. O hotel fica de frente para o mar, a região é bem bonitinha, mas só conseguimos visualizar na manhã seguinte antes de partirmos para a próxima parada.

Dia 2
3ª Parada – Dingle

A distância de onde estámos para Dingle era de 80km. Fizemos duas paradas para conhecermos as praias Banna e Inch Beach, ambas no Condado de Kerry. As duas eram bem extensas, na segunda pudemos entrar de carro e estacionar na areia, como podem ver nas fotos.

Dingle é muito conhecida pelo passeio de barco para ver o Golfinho que “mora” na região. Optamos em não fazermos esse passeio e apenas fazermos uma caminhada para conhecer o centrinho, que por sinal é uma graça!

A cidade estava bem cheia, estávamos famintos, então a “caminhada” foi mais em busca de um restaurante mesmo rs.

Comemos no Harrington’s Restaurant Dingle, na rua principal, a comida era simples e boa.

4ª Parada – Slea Head Drive

Seguimos em direção ao Slea Head Drive, uma das rotas mais cênicas da Irlanda. Ela leva você a uma jornada por locais históricos, aldeias de língua irlandesa, locais famosos de filmes de Hollywood com vistas de perto das mundialmente famosas Ilhas Blasket e vistas distantes das Ilhas Skellig.

O Slea Head Drive (Slí Cheann Sléibhe) é uma rota circular, fazendo parte do Wild Atlantic Way, começando e terminando em Dingle. Abrange um grande número de atrações e vistas deslumbrantes sobre o extremo oeste da Península de Dingle.

Parte da estrada do penhasco de Slea Head é muito estreita e de pista única. Alguns pedaços eu diria que são tensos! rs

Fizemos algumas paradas para fotos e videos, entre elas paramos no Dunquin Pier e na Clogher Beach, ambos lugares são lindíssimos.

Com tantas praias lindas, quem nos dera se a Irlanda tivesse verão de verdade! 

5ª Parada – “Hold a Baby Lamb”

Foi durante esse passeio que aconteceu o meu momento auge da viagem!

Eu disse acima que visitar os Cliffs era um desejo desde que nos mudamos para a Irlanda, mas o segundo desejo que nasceu no meu coração logo depois que chegamos era segurar nos braços um “Baby Lamb” (cordeirinho) rsrs. E sim, realizei meus dois desejos numa viagem só! 😀

Mas essa historia de ovelhas e cordeiros na Irlanda é curiosa, se você pesquisar agora sobre a Irlanda no Google, com certeza vai encontrar imagens de ovelhas pastando em campos esverdeados. A imagem é uma das mais tradicionais quando se pesquisa sobre o país. Existem até tours por fazendas de ovelhas na Irlanda!

É muito comum ver fazendas de ovelhas por aqui, mas segurar um cordeirinho nos braços não é tão fácil assim rs.

Mas enfim, foi MUITO por acaso que num ponto qualquer no passeio pela Slea Head Drive que avistamos a placa “Hold a Baby Lamb” e CLARO que paramos o carro na hora! O Gu estava cansado de saber desse meu desejo rsrs. 

Foi um encontro lindo! Amei a experiência!

Não chorei, mas foi por pouco! kkkk

Hospedagem da Segunda Noite

Sendo muito sincera, no segundo dia de viagem quase tivemos que pegar a estrada e voltar para casa por falta de opção de hotel, os pouquíssimos que tinham disponíveis, estavam em torno de €450 a diária! Inadmissível… 

Depois de um tempo de pesquisa (de dentro do carro), encontramos o The Grand Hotel Tralee, o único problema era que eram 50 minutos de distância, depois de um dia cansativo, mas felizmente encontramos essa opção e partimos.

O hotel era bom, mas o melhor foi o restaurante, que além de ter música ao vivo, a comida era deliciosa!

Foi lá onde experimentamos o Baby Guinness Shot. De-li-ci-o-so! É feito com café e licores de creme irlandês e parece um copo minúsculo de cerveja preta Guinness! O licor de café imita a cor da cerveja preta, enquanto o licor de creme irlandês imita a espuma no topo da cerveja. Super fofo, né?

Super recomendo.

Dia 3
6ª Parada – Rock of Cashel (e dia de pegar a estrada de volta para casa)

The Rock of Cashel é um conjunto de ruínas do século XII.

Erguido sobre o rochedo de Cashel, o castelo serviu como base para os reis de Munster por centenas de anos até a Invasão Normanda, embora muito pouco das primitivas estruturas tenha sobrevivido até hoje. Foi lá que São Patrício teria convertido os reis de Munster ao cristianismo.

Os edifícios que coroam o rochedo de Cashel apresentam uma massa e contorno de grande complexidade, competindo outros locais na Europa Ocidental. O complexo tem um caráter próprio, único, e constitui-se numa das coleções mais notáveis de Arte Céltica e de Arquitetura Militar Medieval encontrada na Europa.

O cenario do interior do castelo foi utilizado como modelo em muitos filmes, séries e desenhos animados, como por exemplo Scooby-Doo.

7ª e Última Parada – Jameson Distillery Midleton – Cork

Pra quem não sabe, meu marido é #whiskeylovers kkk. Por isso incluímos essa Destilaria no roteiro.

Como eu não bebo whiskey, eu assumi o piloto dali pra frente, obviamente!

O “obviamente” é porque o tour que optamos dá direito à 7 (SETE!) provas por pessoa, como eu não bebo, o marido usufruiu de 14 provas, gente! Imaginem… Mesmo ele estando acostumado, 14 doses são 14 doses, né?!

A Distilaria da Jameson que fica em Cork, é considerada uma das mais importantes da Irlanda e do mundo.

No tour conta-se a história da destilaria, como é feito o whiskey Jameson, o favorito do marido: Redbreast, Middleton entre outros e também outras curiosidades.

Na primeira degustação são oferecidas 3 provas para fazermos a comparação entre whisky escocês, irlandês e americano.

Na segunda degustação são oferecidas 4 provas da própria Distilaria. 

Hoje a fábrica não funciona mais no local, ela é aberta apenas para o tour guiado, possui também um bar e uma loja (onde o tour acaba).

Na lojinha, encontramos muitos produtos relacionados à marca, e claro, toda a linha de fabricação de whiskey Jameson, inclusive os raros.

O complexo é muito bonito e bem conservado. O tour é bem interessante.

Você encontra os tickets aqui.

Saindo da Destilaria botamos o pé na estrada de volta pra casa.

Essa viagem só nos reforçou o quanto esse país é naturalmente lindo.

Não posso deixar de comentar sobre os altos preços de tudo por aqui, estamos sentindo demais o aceleramento no aumento das coisas pós pandemia, absolutamente tudo está ainda mais caro.

No final das contas, o custo dessa viagem local, pagaria facilmente uma viagem para outro país.

É o que eu sempre digo: não existe um lugar/país perfeito para conhecer/viver. Em contrapartida, sabemos o quão abençoados somos por todas as experiências vividas até hoje.

Se um dia alguém me falasse que eu viveria metade de tudo que já vivi, eu jamais acreditaria…

Deus é bom.

Até a próxima!

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